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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Suicídio em adolescentes e adultos jovens está aumentando no Brasil: quais seriam as razões?


Dados divulgados pela BBC Brasil indicam que, entre 1980 e 2014, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2% no Brasil. Estes dados são preocupantes e merecem um olhar atento de todos nós.

Por que os jovens brasileiros estão cometendo suicídio  no auge de sua juventude? Quais as razões que levaram estas pessoas a tirar a própria vida, justamente num momento mágico de descobertas, de crescimento físico e intelectual, de aptidões que afloram, de talentos que surgem, de paixões intensas, de conquista da própria liberdade, de tantas possibilidades que estão por vir?

O assunto é sério e merece muita reflexão. Não há, obviamente, uma única razão que explique a angústia e o sofrimento intenso de quem decidiu por fim à vida. Se o ato do suicídio parece violento para quem está observando de fora, imaginem a intensidade do desespero interno de quem optou por essa atitude.

A depressão está aumentando em toda a população, inclusive entre os mais jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país campeão mundial do transtorno de ansiedade e somos o quinto em número de pessoas com depressão; o que significa aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros.

Doenças do corpo ou doenças da mente podem levar pessoas à morte. Cada uma de um jeito.

Depressão é uma doença que pode matar.  Parece mais fácil e aceitável compreender  que  um jovem venha a falecer vítima de uma doença como o  câncer, por exemplo. No entanto, compreender que um jovem, também vítima de uma doença como a depressão, tire a própria vida, num ato de extremo desespero é muito mais difícil, mesmo nos modernos dias de hoje. Ninguém “julga” ou considera “fraco” o jovem que morre vítima de câncer. Mas ainda há os que julgam e consideram um ato de fraqueza os que morrem vítimas de depressão. Sob o aspecto humano, temos ainda muito que evoluir. 

Por isso, há que se ficar atento aos sinais de depressão entre os nossos jovens. Cada um demonstra de um jeito. Tendência à solidão, um comportamento constantemente mais introspectivo, falta de motivação, agressividade descontrolada, insônia ou, ao contrário, sonolência excessiva, são alguns de tantos sinais.

Conversar abertamente, sem nenhum tipo de preconceito, saber escutar e procurar entender  o que se passa na cabeça de um jovem pode ser uma boa opção para começar. E hoje em dia há muitas possibilidades de tratamento que podem ajudar muito.

O mundo está, de fato, mais difícil para os jovens. Não obstante toda a “revolução” tecnológica, toda a modernidade e instantaneidade da comunicação, o mundo está mais complicado para eles.

As centenas de “amigos” que fazem nas redes sociais não dão conta de segurar o isolamento e a solidão que muitos jovens sentem. De fato, nas redes sociais, a regra geral é travestir-se no melhor “personagem” de si mesmo, com a melhor foto, em que todos aparecem bem sucedidos, fortes,  vigorosos, vencedores, passando pelo mundo com uma felicidade que nunca terá fim.

Não é nada fácil sair do personagem criado e encarar o próprio “eu” frente a frente, tal como é: real, cotidiano, com tristezas, sofrimentos, pontos fracos, complexos e angústias tão naturais de todos os seres humanos.

Mais difícil ainda talvez seja conversar com pessoas, amigos ou família,  sobre estes assuntos. A vida é muito corrida e ninguém parece querer saber de problemas.

Além disso, a competitividade é intensa e explícita. Desde pequenas, as crianças tem suas agendas cheias de aulas e mais aulas extras, além das da  escola, para que estejam devidamente  “preparadas” para o mundo que as espera. Devem ser precocemente bilíngues, dominar um esporte, pertencer a uma “tribo” qualquer - pois qualquer tipo de comportamento diferente é motivo para bullying - e estar entre os primeiros alunos de uma escola super bem pontuada no ranking nacional. A pressão é grande.

A violência urbana, a que todos estamos expostos, ceifa momentos de descontração e de tranquilidade de todos. Não se pode andar ou perambular despreocupadamente pelas ruas. Não se pode ter um objeto de desejo, sem medo de ser assaltado. Ir e voltar das festas e baladas é motivo de preocupação dos pais. Há que se viver atento e em estado de tensão.

O mundo não está fácil para ninguém. As dificuldades mais intensas podem desencadear processos depressivos nos jovens que podem ter consequências graves e extremas como o suicídio.

Estar atento e conversar abertamente sobre todos os assuntos é o que podemos e devemos fazer. Sempre.

Viva Maria: Campanha em Pernambuco tira dúvidas de mulheres sobre zika

20/04/2017
Apresentação Mara Régia

Na certeza de que precisamos falar de zika, Viva Maria* vai até Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, para conhecer uma campanha lançada pelo Grupo Curumim, de Recife, para melhor orientar a mulher sobre seus direitos reprodutivos.

Conversamos com a enfermeira Paula Viana, integrante da coordenação do coletivo. 

A campanha atende mulheres em busca de informações sobre prevenção e tratamento da zika pelo celular/whatsapp: 81 - 98580 -7506 (ligações a cobrar de qualquer parte do Brasil, das 14h às 18h, de segunda à sexta-feira).

Viva Maria: Programete que aborda assuntos ligados aos direitos das mulheres e outros aspectos da questão de gênero. É publicado de segunda a sexta-feira.

*Este programa tem o apoio da ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.


Viva Maria: Cinema brasiliense mostra força da mulher do Cerrado

Apresentação Mara Régia
24/04/2017

Dedicamos esta edição do Viva Maria à Dona Florentina Pereira dos Santos, a Dona Flor do Moinho, cuja história foi contada no documentário de mesmo nome que acabou de ser lançado no último sábado (22), no Cine Brasília, como parte da programação do Lobo Fest: Festival Internacional de Curtíssimos.

Ao fim da sessão Viva Maria ouviu a diretora Érika Bauer sobre essa flor do Cerrado! 

Como Érica Bauer, a produtora Flor do Santos também falou de sua emoção. 

Por fim coube à Daphne Rattner, professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), compartilhar sua emoção em ver Dona Flor na tela do cinema.

Daphne, inclusive, já conhecia Dona Flor, não é minha amiga?

       

EBC   

domingo, 23 de abril de 2017

Agora grávida, Serena tenta quebrar tabu de mães campeãs do tênis

PAUL CROCK/AFP/GETTY IMAGES
Serena Williams ganhou o Australian Open em 2017
Serena Williams ganhou o Australian Open em 2017
21/04/2017

Serena Williams realmente está grávida de 20 semanas. E isso significa que ela ganhou o Australian Open deste ano, em janeiro, já na gestação. Independente disso, a norte-americana tem mais um desafio depois que dar a luz, aos quase 36 anos de idade.
Não são muitas tenistas que voltaram a jogar depois de terem virado mãe. Mas das que voltaram, poucas tiveram sucesso.
Maior vencedora de Grand Slams da era Aberta do tênis (23 taças), Serena deve voltar às quadras somente na próxima temporada. E com uma marca a ser quebrada.

Somente uma mulher nos últimos 35 anos da WTA conseguiu ganhar um Major depois de dar a luz: Kim Clijsters.
A belga chegou a se afastar das quadras para ser mãe e voltou vencendo mais três Grand Slams: o US Open em 2009 e 2010, e o Australian Open em 2011.
Além de Clijsters, outras tenistas seguiram a carreira depois de serem mães, como a norte-americana Lindsay Davenport e Casey Dellacqua, mas sem ganhar Majors.

Primeira técnica de seleção italiana de futebol masculino quer ser exemplo

19/04/2017

GETTY
Patrizia Panico, treinadora da seleção italiana sub-16
Patrizia Panico, treinadora da seleção italiana sub-16
Patrizia Panico, a primeira mulher a treinar uma seleção italiana de futebol masculino, pediu que seja valorizada “a competência profissional, independentemente do sexo” e indicou que seria “fantástico” se “muitas mulheres seguissem seu exemplo”.
Em uma entrevista publicada nesta terça-feira ao site da Fifa, Panico desejou que suas duas primeiras partidas como treinadora da seleção masculina sub-16, perante a Alemanha nos dias 22 e 24 de março, “tenham sido somente o começo”.
“Foi assustador o interesse midiático que tudo isto criou. Mas eu espero que ter treinadoras no futebol masculino seja visto muito em breve como algo normal. E não porque nós somos melhores treinadoras, senão porque o que conta é a competência profissional, independentemente do sexo”, disse.
Patrizia Panico, a jogadora italiana com mais partidas internacionais com a seleção de seu país, explicou que “aos rapazes, somente interessa a competência profissional”.
“Eles gostam de treinar bem e gostam que seus técnicos sejam exigentes. Sem dúvida, eu não notei nenhuma diferença por ser mulher”, disse.
A máxima artilheira histórica da seleção italiana afirmou também que “a Patrizia treinadora é muito diferente da Patrizia jogadora”.
Formiga é a grande inspiração de Bárbara Nataly, capitã do Juventus
“No banco, tenho sido mais racional. Tento lidar com as situações com previsão e examinar as coisas constantemente em sua totalidade. Quando se é jogadora, há muitos momentos nos quais nos centramos mais em nós mesmos e somos um pouco mais egoístas”, confessou. Admiradora de Carlo Ancelotti, Diego Pablo Simeone e Silvia Neid, a italiana se mostrou partidária de um futebol ofensivo.
“Minha equipe deve saber gerar ocasiões de gol em cada partida ou, pelo menos, provocá-las. Meu modo de conseguir isso é mediante um estilo de jogo agressivo, vertical e rápido. Queremos evitar deslocamentos horizontais desnecessários. Nosso objetivo é pressionar constantemente o rival e, quando perdemos a bola, recuperá-la com a máxima intensidade”, comentou.

Maior aproximação familiar e prática de esportes ajudam a afastar jovens do jogo ‘Baleia Azul’, afirmam psicólogas

Por Maurício Targino
22/04/2017
Dos inúmeros desejos que habitam a mente dos adolescentes, dois poderiam ser destacados: o de pertencimento a um grupo e o de autoafirmação através da superação de limites. Às vezes, porém, a combinação de ambos gera resultados nada positivos. Um exemplo recente é o crescente interesse pelo jogo Baleia Azul, apontado como responsável por várias tentativas de suicídio – algumas consumadas – em diversos países, inclusive no Brasil.
karen rech braun
A psicóloga Karen Rech Braun recomenda mais abertura na relação entre pais e filhos (arquivo pessoal)
“A adolescência é um período no qual o senso de causa e consequência ainda está em construção”, explica a psicóloga Karen Rech Braun. “Por isso nem todos medem o impacto de participar desse desafio”.
O jogo, surgido na Rússia em 2015, propõe 50 tarefas que vão de assistir a filmes de terror na madrugada, passa por automutilações e se colocar em situações de risco e termina por tirar a própria vida. Os “curadores” abordam e passam as tarefas através de grupos secretos nas redes sociais e também por WhatsApp.
“O adolescente que mergulha nisso é, em geral, alguém que já vem com um sofrimento psíquico intenso, com uma sensação de solidão e desamparo muito tristes e graves”, afirma a psicóloga Anna Carolina Scheuer. “E coisas como Baleia Azul proporcionam a falsa sensação de ter encontrado companhia para uma dor tão profunda e uma suposta solução, o que é um equívoco perigosíssimo”, completa.
Há sinais que podem indicar uma certa propensão a participar do jogo?
“Mudanças repentinas de comportamento, abandono de atividades que antes gostava, isolamento, interesse súbito por morte ou violência podem ser vistos como sinais de alerta”, diz Karen, que é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. “Se os pais, os amigos, e a escola prestarem atenção de verdade, perceberam esses sinais de maneira relativamente evidente”, prossegue Anna Carolina, mestre em psicologia clínica e que tem vários adolescentes entre seus pacientes.
carolina scheuer materia
Anna Carolina Scheuer diz que pais e filhos devem se aproximar naturalmente, não “por decreto” (Arquivo pessoal)
Karen também chama a atenção para a importância do diálogo. “Os filhos devem se sentir à vontade para dividir com os pais tanto coisas cotidianas como medos e dúvidas sobre os desafios da adolescência”, afirma. “A escola também deve incentivar uma relação de confiança entre alunos e professores”.
Mas essa relação não deve ser cobrada, e sim construída. “Pouco vai se conseguir por decreto, exigindo interação, reclamando do isolamento, etc”, diz Anna. “É preciso encontrar campos prazerosos de contato, descobrir programas para fazer juntos, se interessar genuinamente pelo universo do adolescente”, complementa.
Caso os sinais de automutilação sejam percebidos, a ajuda psicológica ou psiquiátrica, que já era importante, se torna imprescindível. “É muito provável que o adolescente neste nível de depressão e sofrimento resista em aceitar ajuda”, diz Anna. “Mas é fundamental que pais ou responsáveis busquem auxílio destes profissionais para fazer com que esse jovem aceite ser ajudado”.
O esporte como ferramenta de inclusão e desafio saudável
Os adolescentes de hoje cresceram imersos na era digital, com as redes sociais exercendo um papel crucial em suas vidas. Ou seja, não é por passar muito tempo na internet que todos estariam propensos a entrar para o Baleia Azul. No entanto, equilibrar a vida online com outras atividades, como a prática de esportes, ajuda a evitar comportamentos depressivos.
“O esporte faz com que o jovem se ocupe com algo não relacionado à tecnologia”, diz Karen. “Além dos benefícios para o corpo, ele também promove a socialização e o engajamento em uma atividade positiva e saudável”, completa.
Anna tem opinião semelhante. “Qualquer atividade coletiva que dê ao adolescente a sensação de pertencimento a um grupo e a possibilidade de compartilhar bons momentos é fundamental para aliviar as tensões psíquicas e oferecer perspectivas de vida mais interessantes”.

Drible no machismo: Time basco comandado por mulheres é a sensação do Campeonato Espanhol

É difícil brilhar no futebol de seu país quando se tem Real Madrid e Barcelona dividindo a maior parte dos holofotes – e dos títulos – entre si. Ainda mais com pouca história na principal competição da Espanha, La Liga. O Eibar disputa o torneio apenas pela terceira vez em sua trajetória iniciada em 1940 – e tem chamado a atenção dentro de campo pela boa campanha – 8º colocado em 32 rodadas, a seis do final – e pelo índice de mulheres no seu quadro de funcionários: mais da metade (53%) são do sexo feminino.
E se engana quem pensa que essa alta taxa de representação feminina não chega aos cargos mais elevados: 45% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres, a começar pela presidência, que tem Amaia Gorostiza no posto. Outros importantes departamentos também são comandados por elas: Patricia Rodríguez é diretora-executiva; Gema Baqué, diretora de marketing; Arrate Fernández é a chefe de comunicação e protocolo, e Aurora Cid, a nutricionista.
Com mais de 10 mil acionistas em 69 países, o Eibar une a tradição da cidade que lhe dá nome – localizada no País Basco – de inserir mulheres no mercado de trabalho com um modelo de gestão baseado nas decisões de seus torcedores (conhecido como fan-owned). O bom resultado alcançado pelo time masculino até agora na temporada de certa forma reflete essa “ousadia” administrativa em um universo tão machista como é o futebol.
Saiba um pouco mais no vídeo abaixo, produzido pelo clube:

Empresa cria bonecas muçulmanas que cantam em árabe e adereços ‘hijab-friendly’ para barbies

por Redação Hypeness

A loja de vestuários Shorso, baseada em Londres, na Inglaterra, passou a vender bonecas muçulmanas que usam hijabs e cantam em árabe, além de acessórios como lenços e hijabs para Barbies.
Segundo Jessica Robinson, diretora comercial da marca, a ideia surgiu após diversos clientes reclamarem de como era difícil encontrar bonecas muçulmanas para seus filhos. “A inspiração por trás da criação da boneca e das roupas foi por descobrimos que há uma falta desses produtos disponíveis no mercado”, disse ao The Huffington Post.
Tanto as bonecas quanto os acessórios são vendidos no eBay, e custam de 6 a 15 libras, além de estarem disponíveis para envio internacional. “Acreditamos que deveriam haver bonecas de diferentes culturas disponíveis para todos”, finalizou Jessica.

Jovens e Álcool

28-03-2017

A apresentadora Ysmine Saboya conversa com o roteirista, José Del Duca; com a editora de imagens , Gabriela Pascoal; e com o especialista em estatística de saúde do IBGE, Marco Antonio Ratzsch de Andreazzi, sobre jovens e álcool. O padrão de consumo entre jovens é influenciado por vários fatores: família, mídia, normas culturais ou religiosas, políticas públicas, etc. Existem evidências que a família e os pais influenciam mais significativamente no desenvolvimento do padrão de uso de álcool entre destes jovens. Além disso, beber na adolescência pode estar ligado ao uso de outras substâncias.